ANAMMA firma parceria para sustentabilidade ambiental da Copa de 2014

Um acordo de cooperação técnica entre a ANAMMA, Ministério do Esporte, Ministério do Meio Ambiente e ABEMA foi assinado na última quinta-feira (29), durante a Reunião Extraordinária do Conama, em Brasília.


A necessidade de assegurar que os empreendimentos relevantes para a Copa incorporem a dimensão ambiental e que tenham assegurado o seu licenciamento em prazos compatíveis com a realização do evento foram as grandes motivações deste acordo, que prevê o desenvolvimento dos chamados “negócios verdes” no Brasil.


Ressalta-se aí o papel da ANAMMA como entidade que congrega os órgãos ambientais municipais responsáveis pela gestão e licenciamento ambiental de empreendimentos considerados impactantes ao meio ambiente. Dessa forma, a Associação vai atuar no estabelecimento de uma política de diálogo constante entre tais órgãos para o monitoramento das suas ações e para assegurar que os empreendimentos considerados relevantes para a Copa 2014 incorporem a dimensão ambiental.


Mas além da adequação e agilização dos processos de licenciamento ambiental, merece destaque neste conjunto de negociações a configuração de grupos de trabalho e de uma agenda de sustentabilidade que avalia e coloca em primeiro plano o significativo patrimônio natural do Brasil e sua potencilidade de liderança na agenda ambiental global.


No escopo da Copa do Mundo, vale lembrar que a agenda de sustentabilidade existe desde a incorporação pela FIFA, na Copa de 2006, na Alemanha, de diretrizes ambientais, em especial no que diz respeito ao enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e do esforço mundial para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Um exemplo foram as chamadas “ecoarenas”, estádios ecológicos construídos de forma a causar o menor impacto ambiental possível, sem desperdício de materiais e com maior eficiência energética. Neles, parte da demanda interna de água e energia é suprida por painéis fotovoltaicos para captura de energia solar e por sistemas de coleta de água da chuva, tratada e reaproveitada na irrigação do campo e em instalações sanitárias. O Estádio Badenova, em Freiburg, foi pioneiro ao adotar painéis fotovoltaicos em sua cobertura, que hoje suprem 50% de sua demanda energética. O modelo serviu de exemplo para a construção de outros estádios, como os de Bielefeld, Nurembergue e Kaiserslautern, palcos dos jogos da Copa 2006.


A ideia é que o Brasil adote também estes modelos de construção e que o futebol, “patrimônio cultural brasileiro” e parte marcante da identidade nacional, possa dar um grande exemplo a toda sociedade, servindo como ferramenta para mobilizar milhares de pessoas e empresas em prol de ações para a proteção do meio ambiente. Segundo o ministro Orlando Silva, “o objetivo é fazer a mais verde de todas as Copas. Nós temos agenda para isso, capacidade política, capacidade técnica, interesse dos governos, sensibilidade dos empresários, além do apoio e da confiança da FIFA”.


Neste sentido, com o acordo de cooperação, “a ANAMMA se compromete a propor e desenvolver no plano local mecanismos de articulação com o setor privado e a sociedade civil, objetivando a viabilização das iniciativas previstas”, avalia o presidente da ANAMMA, Mauro Buarque. Em outras palavras, o compromisso é o de promover a contribuição dos governos municipais para o desenvolvimento das diretrizes da Agenda de Sustentabilidade da Copa 2014. (Ascom ANAMMA)